Sobre la XXXI Cumbre Hispano Portuguesa

Hoy tuvo lugar en Guarda la XXXI Cumbre Hispano Portuguesa, presidida por el Presidente del Gobierno de España, Pedro Sánchez, y el Primer Ministro de la República Portuguesa, António Costa.

La cumbre contó  con la asistencia de la vicepresidenta primera y ministra de la Presidencia, Relaciones con las Cortes y Memoria Histórica, el vicepresidente segundo y ministro de Derechos Sociales y Agenda 2030; la vicepresidenta tercera y ministra de Asuntos Económicos y Transformación Digital, la vicepresidenta cuarta y ministra para la Transición Ecológica y Reto Demográfico, la ministra de Asuntos Exteriores, UE y Cooperación, el ministro del Interior, la ministra de Industria, Comercio y Turismo; el ministro de Movilidad, Transporte y Agenda Urbana, el ministro de Agricultura, Pesca y Alimentación y la ministra de Política Territorial y Función Pública, y de sus homólogos portugueses.

La Cumbre concluyó con la firma de una Declaración conjunta que pone de manifiesto, una vez más, el excelente estado de las relaciones entre ambos países, y que recoge en detalle la cooperación en todas las áreas tratada en las reuniones bilaterales sectoriales.

En la misma hay dos referencias concretas a Galicia. Son las siguientes:

“Recordando la Declaración de Lisboa, firmada el 27 de julio de 2018, los dos Gobiernos reiteran la importancia de las interconexiones energéticas en la península ibérica y de esta con el resto de Europa para el mercado de energía de la UE y para la seguridad del suministro energético. Por ello, acogen con particular satisfacción el decisivo progreso alcanzado en determinar una solución técnica y ambientalmente viable para ambas partes, que haga posible la interconexión eléctrica entre España (Galicia) y Portugal (Alto-Minho).”

“En lo que respecta a las conexiones ferroviarias, las Partes manifiestan su voluntad de avanzar en la mejora de la conexión ferroviaria Oporto-Vigo”

https://www.lamoncloa.gob.es/presidente/actividades/Documents/2020/Declaracio%CC%81n_XXXI_Cumbre_Hispano_portuguesa.pdf

Pedro Sánchez subrayó: "Tenemos una misma visión sobre cómo queremos que sea esta recuperación: verde, digital, cohesionadora y garante de igualdad; y existen múltiples campos en los que podremos garantizar un mejor resultado si actuamos coordinadamente".

España es el principal socio económico y comercial de Portugal, con el que comparte asuntos prioritarios como el financiero o el migratorio, la agenda iberoamericana, la transición energética y la descarbonización de la economía. La relación entre ambos se ha visto reforzada durante los primeros meses de la pandemia con una "colaboración ejemplar" evidenciada en el acto de levantamiento de controles en la frontera entre España y Portugal el pasado 1 de julio.

Las negociaciones del Fondo Europeo de Recuperación evidenciaron aún más los puntos en común de ambos países, por lo que los respectivos Gobiernos han decidido llevar a cabo una actuación coordinada "hacia una Europa más unida y más fuerte", apostando por una agenda internacional feminista, ecologista, social y profundamente multilateralista. En ese sentido, España y Portugal han decidido trabajar para identificar proyectos estratégicos conjuntos en áreas como el desarrollo del 5G, la digitalización, el hidrógeno y las baterías, que podrían ser incluidos en los planes de recuperación de ambos países y financiarse con el Fondo Europeo. También han abordado el desarrollo de infraestructuras comunes, tanto ferroviarias como de carreteras.

"Tenemos otros debates importantes en los que tenemos mucho que aportar juntos, como la puesta en marcha de este Fondo, el nuevo Pacto de Migración y Asilo, la agenda social de la UE, y las relaciones con su Vecindad Sur, con África o con Iberoamérica", ha detallado Sánchez. El jefe del ejecutivo se ha mostrado convencido de que la presidencia portuguesa de la UE, que comenzará en enero de 2021 y que "contará con el apoyo de España", contribuirá a conseguir muchas de las cuestiones planteadas en el encuentro.

A valoración lusa:

O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que Portugal e Espanha sairão da Cimeira Luso-Espanhola com melhores e mais fortes ferramentas para ajudar as comunidades que vivem na região da fronteira (raiana) e que isso vai permitir «reforçar a resiliência da Península Ibérica».

António Costa disse também que a existência de uma Península Ibérica mais forte permite que os dois países trabalhem, em conjunto, no quadro da União Europeia, no quadro da política de vizinhança com os outros países do sul, da bacia do mediterrâneo e também em toda a comunidade ibero-americana. 

Na conferência conjunta com o seu homólogo espanhol, Pedro Sanchez, na Guarda, o Primeiro-Ministro destacou ainda a importância da Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço e cujo impulso fundamental ocorreu na Cimeira Luso-Espanhola, em 2018, em Valladolid:

«Desta vez não iremos separados a Bruxelas; iremos em conjunto dizer em Bruxelas que temos aqui uma visão, uma estratégia, projetos concretos para desenvolver e queremo-lo fazer em conjunto porque queremos que esta região de fronteira não seja um ponto de separação, mas pelo contrário um ponto de união entre os nosso dois países», disse.

Relativamente aos planos de recuperação e resiliência dos dois países - que tanto António Costa como Pedro Sánchez reconheceram que estão perfeitamente alinhados - o Primeiro-Ministro português disse que devem incorporar estas prioridades e permitir criar, em toda a zona raiana, «uma nova centralidade neste mercado ibérico».

 Hub digital e energia

Para além do apoio ao desenvolvimento da região fronteiriça entre Portugal e Espanha, António Costa destacou a oportunidade que ambos os países têm em tornar-se num hub digital:

 «Nós podemos ser um grande hub digital. A Espanha receberá brevemente a conexão de um novo cabo de ligação com o continente africano. Em junho será amarrado a Portugal o novo cabo de ligação da europa com a América Latina, e isso vai criar uma base de infraestruturas extraordinária, para que possamos ser um hub nesta nova industria do digital, dos dados, do block chain e da inteligência artificial», detalhou o Primeiro-Ministro.

No que diz respeito à energia e aos desafios propostos pela União europeia, em matéria de sustentabilidade e transição energética, o Primeiro-Ministro disse que Portugal e Espanha têm condições para serem «os fornecedores de hidrogénio verde para o conjunto da Europa» e «do melhor mix ambiental de energias renováveis e isso exige que o façamos em conjunto».

A propósito do lítio - do qual ambos os países são detentores - António Costa disse que não nos devemos limitar à sua extração mas também a «desenvolver a capacidade industrial para que os produtos de maior valor acrescentado, que se podem desenvolver a partir deste recurso natural» tenham, na Península Ibérica, «uma base industrial e, de preferência, numa «região de fronteiras para que o possamos desenvolver e beneficiar em conjunto».

 Uma «cimeira europeísta»

O Presidente do Governo do Governo Espanhol, por sua vez, referiu-se a esta «cimeira europeísta», destacando o «alinhamento total» dos planos de recuperação português e espanhol. 

Sobre a estratégia de desenvolvimento transfronteiriço, Pedro Sánchez disse que a mesma tem o objetivo muito claro de promover a igualdade de oportunidades, não apenas para as pessoas mas também para os territórios.

O Presidente do Governo Espanhol destacou ainda a Presidência Portuguesa da União Europeia, no primeiro semestre de 2021, acrescentando que «num momento tão transcendental para a Europa e para o mundo, ser Portugal a liderar esse trimestre do próximo ano é uma fonte de tranquilidade, que nos dá confiança».

«Afinal há aqui questões muito importantes: como o pacto para as migrações e asilo, a saída do Reino Unido da UE, os planos de recuperação que irão ser postos em pratica ao nível europeu, as relações como a américa latina, toda uma série de quadros também de cooperação comercial que temos de estabelecer com a América Latina e também com África», detalhou Pedro Sánchez. 

«Há muitas áeras que fazem parte deste tratado de amizade. Subjacente a estas cimeiras bilaterais está um tratado que amizade que celebramos desde 1997. É esta ideia que temos em relação à Europa de amanhã e do futuro», concluiu.

 


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